08/2007
por Juliana Garçon - Revista RH Central
Nada melhor do que ir para a lama depois de uma semana atolado em trabalho. O CEO da Dynamic Tecnologia, Elcio Ikuta, constatou isso há cinco anos, quando começou a praticar offroad, dirigindo seu jipe por estradas de terra que muitas vezes parecem intransitáveis. “Todo profissional precisa de um esporte ou atividade para usar como válvula de escape. Na volta das competições sempre sinto que há renovação da energia para o trabalho”, conta. “Além disso, é bom para conhecer outros lugares e pessoas.”
A chamada “válvula de escape” é indispensável para os workaholics, lembra Patrícia Próspero, diretora geral da Instrumentos de Desenvolvimento Humano (IDH). A conveniência, o gosto pessoal e as possibilidades realistas devem nortear a escolha das atividades a serem desenvolvidas fora do escritório. “Pode ser a prática de qualquer atividade física, de terapias manuais e até o estudo de outros idiomas ou competências técnicas.”
Ikuta, da Dyanamic, acredita que ao volante exercita a capacidade de concentração e, ao mesmo tempo, relaxa. “Um bom resultado no rally de regularidade depende de um bom equipamento, comunicação clara, objetiva e precisa entre o navegador e piloto, decisões rápidas e habilidade para superar os obstáculos, acertar o caminho e ser preciso nos horários para passar pelo posto de cronometragem. Para tudo isto, é necessário ter muita concentração durante toda a prova”, conta o executivo. “Neste esporte, você disputa contra você mesmo. Para uma boa colocação é necessário ser perfeccionista. Estes conceitos se aplicam também ao trabalho.”
Apesar da identificação dos atributos aflorados no esporte com os aplicados na rotina corporativa, os dois executivos contam que sabem “parar” um pouco. Depois de levantar poeira e espirrar barro, Ikuta gosta de ler e conhecer restaurantes. Forestiero admite que se surpreende lendo e-mails quando está fora do trabalho. Mas sabe arejar a cabeça passeando, viajando e lendo.